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domingo, 22 de agosto de 2010

Parte III - A "Nova" Guerra Fria - "O Grande Castigo Iminente" -

Irmã Lúcia com o Papa João Paulo II

Parte III - A "Nova" Guerra Fria - "O Grande Castigo Iminente" -

Pelo Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M.Div., S.T.L. (Cand.)

Em 1989, a Secretaria de Estado do Vaticano decretou a ‘linha do partido’1: "A Consagração da Rússia foi feita em 1984" - apesar do facto de não ter havido nenhuma consagração da Rússia feita por um Papa desde Pio XII em 1952. A consagração de 1952 foi feita apenas pelo Papa, sem a participação de todos os Bispos, e por isso não satisfez o pedido de Nossa Senhora de Fátima.
Para dar alguma credibilidade à mentira, os apoiantes fundamentalistas da "linha do partido" do Vaticano têm dito constantemente que a Rússia se converteu, ou que, pelo menos, está a caminho da conversão.
A prova da alegada ‘conversão’ consiste de coisas como a queda do Muro de Berlim e o ‘colapso’ do Comunismo que se seguiu na Europa de Leste, e a ‘desintegração’ da União Soviética em 1991. Disse-se então que a Guerra Fria estava ‘terminada’. O Ocidente ganhara (ou, pelo menos, foi o que se disse). O Comunismo foi derrotado (mas a Rússia continuava à mesma aliada às nações comunistas). A Rússia ‘democrática’ tinha entrado num acordo com os Estados Unidos, que agora eram vistos (falsamente) como a única superpotência do planeta. A ‘Civilização do Amor’ foi proclamada a bom som - e Fátima podia agora ser arrumada como coisa do passado, juntamente com a União Soviética, o Muro de Berlim e a Guerra Fria, tudo isto peças de museu.
Com o ‘fim’ da Guerra Fria, os antigos adversários podiam agora desarmar-se a associar as suas forças contra os ‘estados rebeldes’, ‘maus actores’, proliferadores de Armas de Destruição Maciça (ADM) e promotores do terrorismo. Já não havia receio de um cataclismo global: como declarou Mons. (hoje Cardeal) Tarcisio Bertone, o "pedaço de história marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade" tinha sido "encerrado."
As Manobras da Rússia
Em 17 de Fevereiro de 2004, o analista de defesa russo Pavel Felgenhauer escreveu no diário The Moscow Times: "As forças armadas russas começaram um exercício estratégico que é considerado o maior desde o período soviético. As manobras," continou o Sr. Felgenhauer, "são muito de aparência soviética, tanto no estilo como no conteúdo, representando uma possível confrontação com os Estados Unidos e os seus aliados." E Felgenhauer faz em seguida uma pergunta muito legítima:
"Putin diz constantemente que a Rússia escolheu o caminho da democracia e das reformas económicas de mercado; se assim é, para quê gastar dinheiro a preparar-se para combater as democracias ocidentais numa guerra nuclear ...?"
A resposta a esta pergunta é realmente assustadora, e é completamente estranha à ‘percepção gerida’ imposta ao público pelos meios de comunicação controlados pelos poderes estabelecidos: aquilo a que o Presidente Eisenhower chamou o ‘complexo militar industrial’ e a que Lénine chamou as ‘cúpulas do poder’.
Já sublinhei, na primeira parte desta série, que se constituiu um "Novo Eixo" de nações alinhadas contra os Estados Unidos e os seus aliados. O Novo Eixo é um Eixo Moscovo-Pequim, e a sua existência é bem conhecida ao nível ministerial do governo americano.2
Tratado de Amizade China - Rússia
Em Julho de 2001, a Rússia e a China assinaram um Tratado de Amizade Chinês-Russo e declararam abertamente os seus interesses estratégicos comuns contra os Estados Unidos. Nesta altura, podemos refrasear a pergunta do Sr. Felgenhauer desta maneira: "Se a Rússia escolheu realmente o caminho da democracia e das reformas económicas do mercado, então, …
“Porque é que a Rússia se alinha com as potências comunistas contra os Estados Unidos, e se prepara para uma guerra nuclear com as democracias ocidentais ...?”
A primeira e mais fundamental consideração a ser feita sobre este assunto é que o ‘colapso da União Soviética’ foi planificado muito cuidadosamente com antecedência pelo Partido Comunista da União Soviética. Cristopher Story sublinha que o ‘colapso’ aparente do Comunismo não foi um colapso, "mas antes que os Soviéticos desmantelaram o modelo estalinista e restauraram no seu lugar um modelo revolucionário leninista à escala mundial, modelo esse planificado com antecedência, actualizado e regalvanizado."3
Isto foi admitido claramente pelo Tenente-General Alexander Lebed, citado pela Itar-Tass, a agência noticiosa comunista russa, em 19 de Agosto de 1994, que descreveu o ‘acontecimento dramático’ predito por Gorbachev como sendo …
"uma provocação em larga escala e sem precedentes, planeada e executada brilhantemente, em que foram escritos argumentos para os inteligentes e os estúpidos, e todos eles desempenharam os seus papéis consciente ou inconscientemente."4
E assim, de acordo com isto, Oleg Poptsov, Director do Segundo Canal Nacional de TV, declarou em Junho de 1995 à Obshchaya Gazeta: "Não devemos esquecer que todos os representantes do antigo sistema político se adaptaram lindamente à nova situação económica. Estão nos bancos. Foram os primeiros a compreender todos os lados positivos de um sistema de capitalismo controlado pelo governo. Foram muito bons organizadores, e foram pioneiros na comercialização do país."5
‘Eles’ eram os ‘antigos’ oficiais do KGB e do GRU, especialmente treinados, que, como Story sublinha, "tomaram conta da economia e do sistema financeiro em 1990-91."
Assim, o Presidente Vladimir Putin, antigo chefe da polícia secreta soviética, declarou no seu Discurso da ‘Cheka’ (predecessor da temida KGB) de 20 de Dezembro de 2001 que "o principal resultado do trabalho dos serviços de segurança na última década foi que se tornaram uma parte orgânica do governo democrático, e o seu componente natural e necessário."
E Story conclui logicamente: "Esta confissão confirma o que se pode estabelecer com facilidade, revendo os antecedentes das personalidades importantes na cena política de Moscovo - ou seja, que o governo russo é ‘dirigido’, e foi ‘tomado’ pelos serviços de informações", que continuam a ser soviéticos e comunistas.6
O Comunismo, na mente de Marx e Lénine, é o resultado do processo dialéctico (um processo que parece seguir em direcções opostas - primeiro para a direita, depois para a esquerda, mas acaba por ir para o lado que os Marxistas querem) da revolução mundial. Quando as potências ocidentais acabarem por ser definitivamente derrotadas pelas forças ‘progressistas’ da revolução mundial comunista, então haverá ‘paz’, que, na mente marxista, é a mesma coisa que a dominação do mundo pelo Comunismo.
Vitória Comunista – "Paz" Comunista
Nuam entrevista para a TV no programa Fátima: "Chegou a Hora", o General Daniel Graham, do Exército dos Estados Unidos, contou que estava uma vez a falar em Moscovo com um oficial soviético sobre o tema da ‘paz’. O oficial soviético perguntou-lhe: "Não quer a paz?" O General Graham respondeu: "Não! Eu sei o que querem dizer com a paz." Nesse preciso momento, o carro em que seguiam passou por um enorme cartaz em que se via um soldado armado do Exército Vermelho soviético. Por baixo da figura estava a seguinte legenda: "Pobieda kommunista eta mir" (A vitória comunista é a paz).
Os ‘idiotas úteis’ (como Lénine lhes chamava) dos meios de comunicação liberais e esquerdistas caracterizam a ideia de que o Comunismo está totalmente dedicado à revolução mundial como uma expressão paranóica de ‘histeria anticomunista’, mas o ‘dogma’ mais fundamental da doutrina marxista ainda é que o Comunismo deve conquistar o mundo, e consegui-lo-á. Assim, Mikhail Gorbachev declarou em Novembro de 1987:
"Estamos a avançar para um mundo novo, o mundo do Comunismo. Nunca deixaremos de seguir esse caminho."7
As ‘mudanças’ na Rússia Soviética devem ser compreendidas segundo aquilo a que Gorbachev chamou ‘método de cognição dialéctica’ leninista. Yelena Bonner, viúva do falecido Andrei Sakharov, dissidente anti-comunista russo bem conhecido, dá-nos uma chave para compreendermos todas as declarações comunistas / leninistas / marxistas, que é a seguinte:
"O ponto da questão é que o objectivo comunista é fixo e imutável - nunca varia um iota do seu objectivo de dominação mundial, mas se o julgarmos pela direcção em que parece que está a ir, enganar-nos-emos."8
O ‘colapso do Comunismo’ e o ‘fim’ da ‘antiga’ União Soviética foram etapas programadas da revolução mundial leninista, planeadas com décadas de antecedência.
A Burguesia Tem de Ser Posta a Dormir
Dimitri Manuilski previu já em 1930 as ‘mudanças’ na União Soviética, e explicou a finalidade dessas mudanças:
"A burguesia tem de ser posta a dormir. Por isso, começaremos por lançar o movimento de paz mais espectacular que já se conheceu. Haverá aberturas electrizantes e concessões sem precedentes. Os países capitalistas, estúpidos e decadentes, alegrar-se-ão em cooperar na sua própria destruição. Saltarão com entusiasmo a uma nova oportunidade de serem amigos. E então, quando abaixarem as defesas, esmagá-las-emos com o nosso punho fechado."9
Nesta mesma linha, Gorbachev declarou ao Politburo (o organismo dirigente supremo do regime comunista na União Soviética), na altura em que se estavam a fazer as preparações imediatas para as ‘mudanças’:
"Senhores, Camaradas, não se preocupem com tudo o que ouvirem sobre ‘glasnost’ e ‘perestroika’ e democracia nos próximos anos. Não haverá mudanças internas significativas na União Soviética, a não ser para fins cosméticos. O nosso fim é desarmar os americanos e deixá-los adormecer."10
Gorbachev sublinhou a natureza revolucionária leninista das ‘mudanças’ cosméticas em 17 de Maio de 1990, quando disse:
"mesmo quando as pessoas que me rodeiam estão a gritar ‘caos, caos, caos’, e ‘colapso, colapso’, eu acredito, como Lénine disse, que este caos revolucionário ainda irá cristalizar-se em novas formas de vida … INICIÁMOS A ÚLTIMA VOLTA."11
A última volta da revolução mundial comunista, evidentemente.12
Começou com a Revolução de Outubro, a que se seguiu a Nova Política Económica de Lénine, que, por sua vez, foi continuada pelo Socialismo num Só País de Stálin, seguido da Coexistência Pacífica de Khrushchev, seguida da Détente de Brezhnev, seguida da perestroika de Gorbachev, a preparação imediata para o novo democratismo russo. Este é o sistema presente de democracia de gestão seguido hoje na Rússia, e que é, na realidade, a implementação da Nova Política Económica de Lénine a uma escala mais grandiosa. Esta política soviética tem por fim substituir a ditadura do proletariado pelo estado de todo o povo, que é a etapa final antes da imposição do Comunismo em todo o mundo.
No seu livro Perestroika, Um Novo Pensamento para o Nosso País e Para o Mundo, Gorbachev dá ênfase especial ao período leninista: "as obras de Lénine e os seus ideais de socialismo continuam a ser para nós uma fonte inexaustível de pensamento criador, de riqueza teórica e de astúcia política.… é instrutivo notar que [o período leninista] provou a força da dialéctica marxista-leninista, cujas conclusões se baseiam numa análise da situação histórica actual."13
Cristopher Story explica que a ‘situação histórica actual’ a que Gorbachev se refere "era a ‘Nova Política Económica’, um embuste estratégico idealizado por Lénine, que teve um sucesso notável", e que "defraudou o Ocidente, convencendo-o de que os revolucionários leninistas tinham diminuído ou abandonado a sua ideologia comunista."14 Como resultado desta fraude leninista, o New York Times anunciou na primeira página do seu número de 13 de Agosto de 1921: "Lénine abandona a propriedade pelo Estado como política soviética".
Setenta anos mais tarde, Story comenta: "em 26 de Julho de 1991, o New York Times anunciou prematuramente a ‘morte do Comunismo’ na primeira página pela segunda vez". Na "segunda vez," explica Story, "o KGB precisava de cuidar dos mais ínfimos pormenores para organizar e publicitar a nível mundial a provocação do ‘golpe de Agosto’, com o nome de código Gólgota - para fornecer um pretexto ‘convincente’ para um abandono aparente do Comunismo, a alegada proibição do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), e o subsequente ‘colapso’ controlado da União Soviética."15 O nome de código Gólgota é uma alusão blasfema à futura ‘ressurreição’ da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O processo dessa ‘ressurreição’ está actualmente em andamento.
Escrevendo da Rússia, o analista de defesa russo Pavel Felgenhauer explica, na sua coluna de 11 de Setembro de 2003 no Moscow Times, que "o mundo do pós-11 de Setembro parecia dar uma oportunidade para uma verdadeira sociedade em termos de igualdade com a América … Washington devia voltar-se para a ONU e actuar juntamente com outros países, dando atenção especial à Rússia."
"Evidentemente," continua Felgenhauer, "havia cépticos nas comunidades militar e de segurança russas que nunca confiaram nos Americanos, que acreditavam que os Estados Unidos seriam sempre um inimigo - o centro do mal e do Sionismo mundial."
O regime de Bush, ao que parece, esforçou-se o mais que pôde para provar que estes cépticos russos estavam correctos. Felgenhauer diz que estes cépticos murmuravam, zangados, nos bastidores: "Os Ianques dizem que foram para a Ásia Central ‘temporariamente,’ mas vão lá ficar, e nós seremos gradualmente forçados a sair."
"Hoje," Felgenhauer continua, "depois de tantas acções unilaterais dos E.U.A., estes cépticos parecem estar a dominar por completo a tomada de decisões da política interna e externa da Rússia. O ponto da mudança", diz, "foi o Iraque". "Os grupos de pressão da segurança e dos militares - os chekistas e os siloviki - exerceram pressões para que a Rússia se opusesse firmemente à América … a força dos chekistas [o KGB, Polícia Secreta] dentro do Kremlin continuou a aumentar." No início de Setembro, o "bem informado comentador do Kremlin Gleb Pavlovsky reconheceu publicamente que os chekistas e os siloviki estão perto de conquistar o poder na Rússia."
A verdade é que os chekistas nunca deixaram o poder, porque foram eles que levaram a cabo, de facto, as ‘mudanças’ previstas que levaram ao ‘colapso’ da União Soviética. Todavia, a finalização da ‘operação Gólgota’ está agora a aproximar-se. Os chekistas e os siloviki, os Sovietes da linha dura que estão agora a ocupar directamente as cadeiras do poder, querem, como explica Felgenhauer, "a restauração da ‘Grande Rússia,’ ao estilo soviético - um estado policial rígido e autoritário com uma economia estatizada, xenofóbico, anti-Americano e anti-semítico."
A Rússia Prepara-se para a Guerra com os Estados Unidos
A nova Guerra Fria já está em pleno andamento, enquanto que a Rússia Soviética se prepara para a guerra com os Estados Unidos. O Governo Soviético notificou os Estados Unidos que as suas manobras de meados de Fevereiro de 2004 seriam um exercício, que descreveu como sendo "parte dos esforços para neutralizar as ameaças de terrorismo, embora imite o cenário de uma guerra total, como sucedia durante a Guerra Fria."16 Ivan Safranchuk, chefe da sede de Moscovo do Centro de Informações de Defesa, disse: "o exercício segue o cenário antigo, e designá-lo como anti-terrorista é absurdo."17 Um editorial do Moscow Times diz que é "um pouco alarmante" que o Kremlin simule uma guerra nuclear, mas "o que é mais alarmante é que os comandantes russos, embora não o admitam em público …
continuam a acreditar que uma guerra de permuta nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia é possível, e que, portanto, devem prepara-se para ela. Infelizmente, passa-se a mesma situação com os comandantes americanos."18
Putin anunciou que alguns SS-19 estarão operacionais até 2030 - "Não é um bom presságio," conclui Felgenhauer.
Continua a aumentar a tensão entre os rivais da Guerra Fria: "As relações entre os Estados Unidos e a Rússia," diz Vladimir Issachenkov, "pioraram por causa das críticas de Moscovo à guerra no Iraque, das preocupações dos americanos sobre tendências autoritárias na política interna do Kremlin e das tentativas da Rússia para firmar a sua autoridade em relação aos seus vizinhos ex-soviéticos."19
Na segunda-feira, 26 de Janeiro, o Secretário de Estado americano Colin Powell fez um aviso claro sobre o estado da ‘democracia’ russa, ao declarar: "Parece-nos que o sistema democrático da Rússia ainda tem de encontrar um equilíbrio necessário entre os ramos executivo, legislativo e judicial do poder … O poder político ainda não está completamente ligado à lei." Bem, como diria Bill Clinton, "Tudo depende de como se define democracia."
Sergei Markov, director do Instituto de Estudos Políticos e secretário da Comissão Cívica dos Assuntos Exteriores, explica no seu ensaio, O Futuro da Democracia de Gestão, que "há três equipas no Kremlin … Nenhuma se opõe à democracia, mas cada uma compreende a democracia à sua maneira." Markov explica: "Os chekistas de S. Petersburgo" [Putin é um chekista de S. Petersburgo], "consideram-se responsáveis por restaurar a grandeza da Rússia … São a favor da democracia, desde que ela os ajude a atingirem o seu objectivo: o estatuto de uma grande potência. Quando os atrapalha, a democracia deve ser limitada."20
Markov dá um exemplo: "Isto quer dizer, às vezes, prejudicar os interesses de uma minoria egoísta - para neutralizar as ambições de Mikhail Khodorkovsky, que os chekistas consideram ser uma ameaça para o bem do estado."
Khodorkovsky foi considerado uma "ameaça para o bem do estado" pelos chekistas precisamente porque era uma ameaça para eles. Estava a financiar partidos da oposição. Ivan Rybkin é outro exemplo. Rybkin, o homem que era o candidato da oposição, foi raptado em meados de Fevereiro e esteve vários dias desaparecido. Quando regressou, estava visivelmente abalado, e desistiu da corrida eleitoral contra Putin. Não passava de um candidato presidencial insignificante, mas fazia campanha contra Vladimir Putin de forma tão veemente, exprimindo os seus ataques pessoais tão claramente, que tinha que ser neutralizado.
Markov explica também: "Putin acredita firmemente na obediência à lei. Os inimigos devem ser esmagados, evidentemente, mas somente dentro do enquadramento legal." Mais uma vez, tudo depende da definição que se tem da lei - Lénine definia-a como "o exercício do poder absoluto sem quaisquer limitações." É esta ‘obediência à lei’ leninista que a Rússia Soviética pretende impor pela força a todo o mundo.
Espiritualmente Falidos
A Nova Ordem Mundial do mundo capitalista não pode salvar o mundo da escravatura comunista: é criação da Maçonaria, e a ordem que iria impor ao mundo é substancialmente idêntica ao Comunismo.21 Os principais revolucionários que criaram o mundo comunista, como documenta Manfred Adler,22 eram maçons - o Comunismo é criação da Maçonaria. A luta entre os dois é a luta entre o "Império do Mal" e o "Grande Satanás". Não podemos esperar que o Ocidente salve o mundo do ‘Dragão Vermelho’, apenas para ser devorado pelo ‘Dragão Negro’, porque o Comunismo soviético e a imposição americana da Nova Ordem Mundial são, na realidade, a mesma Besta Maçónica.23
O Ocidente corrupto e decadente está carente da sua seiva espiritual, que é a fé em Jesus Cristo. A América não pode salvar o mundo - nem sequer se pode salvar a si própria. O ‘Século Americano’ foi o século passado, e a América, espiritualmente falida, está agora num declínio total e rápido, à medida que se afunda no seu próprio oceano de decadência moral: abortos, divórcios, contracepção, casamentos do mesmo sexo, direitos dos homossexuais, pornografia, etc.; a superpotência titânica sofre o destino do Titanic. A glória da América é a glória do passado.
Todavia, a grande nação da Rússia foi designada por Deus para ser um ‘vaso de eleição’, que Deus tenciona usar como o Seu instrumento escolhido para destruir a Besta Maçónica - a Nova Ordem Mundial. Chegou a vez da Rússia, e é por isso que Nossa Senhora de Fátima pediu que a Rússia fosse consagrada:
"É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio ..."24
Deus ordenou que S. Paulo fosse designado e consagrado porque Ele o tinha escolhido para ser um ‘vaso de eleição’ para a conversão das nações. Antes de se converter, S. Paulo era um perseguidor da Igreja. A Rússia tem sido também um grande perseguidor da Igreja, mas chegou a hora de se tornar o vaso de eleição, o instrumento nas mãos de Deus para matar o dragão, a Besta do Apocalipse. Deus dará à Rússia o poder de destruir a Nova Ordem Mundial, que não reconhece a Deus, mas só quando essa nação tiver sido designada, como S. Paulo, e consagrada. A Rússia foi escolhida, tal como David foi escolhido por Deus, mas David foi primeiro consagrado, e só depois partiu e matou o gigante filisteu. Assim, enquanto o pedido de Deus sobre essa consagração estiver por cumprir, a Rússia continuará a ser um instrumento de ódio.
Como explicou a Irmã Lúcia:
"A Santíssima Virgem disse muitas vezes aos meus primos Francisco e Jacinta, assim como a mim, que a Rússia será o instrumento escolhido pelo Céu para castigar todo o mundo (pelos seus pecados), se antes não alcançarmos a conversão dessa pobre nação ..."25
Nossa Senhora de Fátima disse à Irmã Lúcia em Maio de 1952:
"Participa ao Santo Padre que continuo à espera da Consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração. Sem a Consagração, a Rússia não poderá converter-se, nem o mundo terá paz."26
Como vimos no início deste artigo, a Rússia está a mostrar publicamente a sua força nuclear. A política externa americana, ao promover a sua Nova Ordem Mundial, irritou a linha dura russa, hoje no poder, e que declarou sem ambiguidades: "Já chega!"
Só há uma alternativa a esta confrontação - ou seja, a consagração e a conversão da Rússia, que porá fim à Nova Ordem Mundial maçónica e levará à conversão de todo o mundo a Jesus Cristo.
O mundo está à beira de uma destruição incalculável: o aniquilamento nuclear. Deus prometeu que, por meio da consagração da Rússia, "por este meio", a Rússia será salva e haverá paz no mundo. Até agora, o Papa entendeu não fazer a única coisa, o único acto pelo qual Deus prometeu salvar o mundo. O engano diabólico propagado pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, é a mentira de que o pedido do Céu já foi atendido.
O Cardeal Bertone, porque acredita na mentira de Sodano (assim como na sua), está convencido de que não há motivos para preocupação, porque o "pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade" já foi "encerrado." Segundo eles, portanto, não há qualquer perigo de uma guerra mundial, nem perigo de um aniquilamento nuclear, nem qualquer razão para se perder tempo a pensar no pedido de Deus sobre a consagração da Rússia. Não é possível imaginar uma loucura maior.
O Papa João Paulo II declarou em Fátima que "a mensagem de Fátima impõe à Igreja uma obrigação." Devido às consequências incalculavelmente catastróficas de não se atender o pedido do Céu, o Bispo Rudolf Graber declarou que ignorar a mensagem e os pedidos de Nossa Senhora de Fátima é comparável a um "crime contra a humanidade." Não ouso julgar aqueles cortesãos do Vaticano que se opuseram ao pedido de Nossa Senhora para a Consagração da Rússia e impediram que o Santo Padre o cumprisse; mas seja como for - que Deus tenha compaixão das suas almas.
Notas
1. O Derradeiro Combate do Demónio, Cap. 8, pp. 89ff.
2. Em 10 de Outubro de 2002, o Vice-Secretário da Defesa, Paul Wolfowitz, disse: "A coisa que nos surgiu da Comissão Rumsfeld, a maior surpresa, foi compreender de que maneira estes agentes malignos (os estados do Novo Eixo) estavam a ajudar-se tanto uns aos outros, e além disso a quantidade de ajuda que vinha da Rússia e da China."
3. Cristopher Story, The European Union Collective, Londres e Nova York, 2002, p. 7.
4. Ibid., p. 52.
5. Ibid., p. 63.
6. Victor Shenderovich, cujo programa de sátira política Kukli (marionetes) foi cancelado pela apresentação menos que respeitosa que fazia de Vladimir Putin, disse na rádio em 27 de Fevereiro que Putin reformou a economia introduzindo "o KGB e os Comunistas." A entrevista encontra-se em: www.theconnection.org
7. Cristopher Story, Ibid., p.19
8. Ibid., p. 19.
9. Ibid., p. 35.
10. Ibid., p. 44.
11. Ibid., p. 49.
12. Gorbachev, em 15 de Novembro de 1985: "Para a construção do nosso futuro baseamo-nos no … Marxismo-Leninismo ... através da restruturação [‘perestroika’ - ‘reforma’] queremos dar ao socialismo um segundo ímpeto." Ibid., p. 38.
13. Ibid., p. 53.
14. Ibid., p. 53.
15. Ibid., p. 53.
16. The Moscow Times, 2 de Fevereiro de 2004.
17. "Military Planning New Exercises", in The Moscow Times, 2 de Fevereiro de 2004.
18. The Moscow Times, 3 de Fevereiro de 2004.
19. The Moscow Times, 2 de Fevereiro de 2004.
20. The Moscow Times, 27 de Janeiro de 2004.
21. c.f. Manfred Adler, Die Söhne der Finsternis: Die Geplante Weltregierung.
22. Manfred Adler; Die Antichristliche Revolution der Freimaurerei, Jestetten, 1983, p. 47.
23. Para uma explicação mais aprofundada, peça o folheto do Padre Kramer "O Castigo do Mundo Profetizado por Nossa Senhora de Fátima."
24. Frère Michel de la Sainte Trinité, The Whole Truth About Fátima, Vol. II, p. 555.
25. Frère Michel, The Whole Truth About Fátima, Vol. III, The Third Secret, p. 505.
26. Cf. Il Pellegrinaggio Delle Meraviglie, p. 440 (publicado sob os auspícios do episcopado italiano).

Continua... Parte IV

fonte: http://old.fatima.org/port/cr76coldport.htm


PARTE I
PARTE II
PARTE III
PARTE IV

Parte I - O Grande Castigo Iminente Revelado no Terceiro Segredo de Fátima




IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E PE. PAUL KRAMER

Parte I - O Grande Castigo Iminente Revelado no Terceiro Segredo de Fátima

Pelo Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M. Div., S.T.L. (Cand.)


A Mensagem de Fátima, e particularmente o Terceiro Segredo, revela o Grande Castigo pelo qual Deus punirá todo o mundo pelos crimes da humanidade pecadora, se as pessoas não se arrependerem e deixarem de O ofender. Em 13 de Outubro de 1917, em Fátima, momentos antes do grande Milagre do Sol, a Santíssima Virgem disse: "É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido."

Nossa Senhora avisou-nos das gravíssimas consequências de este aviso não ser atendido. A maior consequência e o supremo castigo para as almas que não se arrependerem é o eterno castigo do inferno. Foi para evitar a condenação eterna das almas redimidas pelo Sangue do Nosso Divino Salvador Jesus Cristo que a Sua Santíssima Mãe veio a Fátima. Assim explicou na aparição de 13 de Julho de 1917:

"Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no Mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz."

O pedido que a Santíssima Virgem fez, de que as pessoas "se emendassem e pedissem perdão dos seus pecados", não foi escutado. Nossa Senhora de Fátima disse à Beata Jacinta: "as guerras são castigos dos pecados do mundo.1" Foi revelado ao santo sacerdote Père Lamy que a Primeira Guerra Mundial era um castigo específico da "blasfêmia, da profanação do casamento e do trabalho no Domingo." Na aparição de 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora anunciou: "A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior."

Infelizmente, as pessoas não deixaram de ofender a Deus, e a guerra pior, a Segunda Guerra Mundial, foi desencadeada no papado de Pio XI.2

Nossa Senhora revelou à Irmã Lúcia o sinal que indicaria que o castigo estava iminente:
Noite alumiada por uma luz desconhecida


"Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre."

Na noite de 25 de Janeiro de 1938, a Irmã Lúcia viu a ameaçadora luz vermelha que Nossa Senhora tinha dito que seria o grande sinal de que Deus iria "punir o mundo ... por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre". No dia seguinte, o estranho fenómeno da "noite alumiada" foi noticiado em jornais por toda a Europa e América do Norte.3 A Irmã Lúcia compreendeu que o castigo do mundo iria começar, e algumas semanas mais tarde, em Março de 1938, Hitler invadiu a Áustria e anexou-a à Alemanha, um acto que iniciou a escalada de acontecimentos que transformaram as várias agressões da Alemanha, Itália e Japão na Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial podia ter sido evitada se os pedidos de Nossa Senhora de Fátima tivessem sido atendidos. Ela já tinha prometido: "Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz." Nossa Senhora sublinhou que a única maneira de alcançar a paz é obedecer aos Seus pedidos, quando Ela pediu que rezassem o Rosário todos os dias "em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo ... porque só Ela vos pode ajudar."

Foi precisamente para evitar o castigo do mundo, "por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre", que Nossa Senhora de Fátima pediu a consagração da Rússia e a devoção dos Cinco Primeiros Sábados. As Suas palavras exactas foram: "Para o impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração, e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados." A promessa ligada a este pedido é: "Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz."

É da maior importância ter presente que a Segunda Guerra Mundial foi apenas o começo dos castigos anunciados. Se as pessoas não se arrependerem e emendarem as suas vidas, seguir-se-ão castigos mais severos. Nossa Senhora anunciou em particular o castigo da Segunda Guerra Mundial quando disse: "A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior." Este castigo já teve lugar.

O anunciado castigo do mundo "por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre" é um aviso profético muito mais geral, que só se cumpriu parcialmente. Se vier a concretizar-se ou não depende de os pedidos de Nossa Senhora serem ou não atendidos. O castigo está revelado na sua totalidade na terceira parte, ainda por publicar, do Segredo, embora esteja mencionado em termos gerais na segunda parte. O que Nossa Senhora disse sobre ele na segunda parte do Segredo é o seguinte:

"Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

Foi em 13 de Junho de 1929, em Tuy, Espanha, que a Santíssima Virgem apareceu à Irmã Lúcia, cumprindo a Sua promessa de que viria "pedir a consagração da Rússia", a ser feita pelo Papa em união com todos os Bispos do mundo. As palavras de Nossa Senhora, pedindo a consagração, foram escritas pela Irmã Lúcia: "É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio ..."4 Este acto solene de consagração da Rússia, a ser realizado pelo Papa e por todos os Bispos do Mundo ao mesmo tempo, nunca foi feito. Nunca houve qualquer acto de consagração da Rússia (ou do Mundo, ou nem mesmo do que quer que seja) feito pelo Papa e por todos os Bispos do Mundo ao mesmo tempo. Nenhum dos actos de consagração levados a cabo por Pio XII, Paulo VI ou João Paulo II foram feitos por todos os Bispos do Mundo ao mesmo tempo. Trata-se de um facto histórico claramente estabelecido de forma irrefutável — contra factos não há argumentos.5

Era vontade de Deus que o acto de consagração pedido fosse cumprido sem mais demoras. Em 21 de Janeiro de 1935, a Irmã Lúcia escreveu: "Há cerca de três anos, Nosso Senhor estava muito ofendido porque o Seu pedido não tinha sido atendido, e eu disse-o ao Bispo numa carta ... por uma conversa íntima com Ele, creio que Ele está pronto a mostrar misericórdia para com a Rússia, tal como prometeu há cinco anos, e que Ele deseja tanto salvar." Em 19 de Agosto de 1931, Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu à Irmã Lúcia com esta mensagem: "Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do Rei de França na demora em executar Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição."6

Isto é um aviso muito rigoroso, dado pelo próprio Jesus Cristo, visto que o exemplo a que Ele se refere é a desobediência do Rei francês, que não chegou a consagrar a França ao Seu Sagrado Coração. Esse pedido foi feito directamente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi revelado a Santa Margarida Maria, que o comunicou ao Rei Luís XIV. Nem Luís XIV nem Luís XV o cumpriram, e por fim, Luís XVI, já na prisão, tentou obedecer à ordem de Deus, mas não podia fazer o acto público e solene requerido; e em 1793 foi guilhotinado.

Nosso Senhor tornou inequivocamente claro que foi dado ao Papa um certo período de tempo para fazer a consagração da Rússia, passado o qual, se a consagração ainda não tiver sido devidamente feita, alguns dos pastores da Igreja pagarão com as suas vidas por esta omissão. Isto depreende-se claramente da visão do Terceiro Segredo, publicada em 26 de Junho de 2000. Naquela visão, o Papa é morto por um grupo de soldados, e outros prelados de altas dignidades são igualmente mortos.

O aparelho de Estado do Vaticano tentou interpretar a visão do ‘Bispo vestido de branco’ como uma previsão do atentado falhado contra a vida do Papa João Paulo II, em Maio de 1981. A revista The Fatima Crusader demonstrou amplamente que a interpretação da visão, publicada pelo Cardeal Ratzinger em 26 de Junho de 2000, é uma tentativa fraudulenta de colocar no passado a realização dos acontecimentos futuros relatados na visão. O motivo para esta interpretação fraudulenta é promover a ideia de que a consagração da Rússia já foi feita e, portanto, como disse o Arcebispo Tarcisio Bertone, "encerra um pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade." Por outras palavras, o que Nossa Senhora pediu já foi feito, e portanto não temos necessidade de pensar mais nisso.

O Cardeal Sodano disse em 13 de Maio de 2000: "os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do ‘Segredo’ de Fátima parecem pertencer já ao passado..." A interpretação da visão dada por Sodano parece uma tentativa de enfiar uma cavilha quadrada num buranco redondo: explica de forma rudimentar a profecia de um acontecimento futuro, um Papa a ser morto por militares, isto é, por um grupo de soldados, em termos de um acontecimento passado, o atentado falhado contra a vida do Papa João Paulo II por apenas um pistoleiro civil. A interpretação de Sodano é claramente fraudulenta: o Cardeal Sodano alterou as palavras da profecia que se referem ao assassínio de um Papa, "prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados," para "também ele... cai por terra como morto." Uma profecia do assassinio de um Papa no futuro transformou-se assim, por uma habilidade verbal, numa predição de um atentado falhado contra a vida do Papa João Paulo II em 1981.

No folheto intitulado A Mensagem de Fátima, o Cardeal Ratzinger apresenta o seu primeiro princípio para interpretar a visão: "Antes de mais, devemos afirmar com o Cardeal Sodano: ...os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do ‘Segredo’ de Fátima parecem pertencer já ao passado." Esta declaração é um logro deliberado: quando o Cardeal Ratzinger falou do ‘Terceiro Segredo’ na sua entrevista de 11 de Novembro de 1984 à revista Jesus, disse: "o conteúdo deste ‘Terceiro Segredo’ corresponde ao que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora ..."

É manifestamente evidente que estas palavras do Cardeal não se referiam ao atentado frustrado de há três anos atrás, que não estava anunciado nas Sagradas Escrituras nem previsto em muitas aparições marianas — nem se referiam especificamente à visão revelada em Junho de 2000. Pelo contrário, referiam-se a acontecimentos futuros preditos pela Santíssima Virgem, na "carta" de Janeiro de 1944 ao Bispo D. José Correia da Silva, "em que a Irmã Lúcia escreveu as palavras que Nossa Senhora confiou como um Segredo aos três pastorinhos na Cova da Iria."7 Este é o ‘Terceiro Segredo’ que a Irmã Lúcia revelou em 2 de Setembro de 1952 ao emissário do Papa Pio XII, o Padre Schweigl, que explicou que o ‘Terceiro Segredo’ é "a continuação das palavras [de Nossa Senhora]: Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc."8 Este é que é o ‘Terceiro Segredo’ de que falou o Cardeal Ratzinger, dizendo que "o conteúdo deste ‘Terceiro Segredo’ corresponde ao que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora." Esta posição foi confirmada pelo sobrinho da Irmã Lúcia, o Padre José dos Santos Valinho, que apresentou claramente o seu ponto de vista em 14 de Fevereiro de 2003, no programa da TV italiana Enigma, segundo o qual a terceira parte do Segredo está estreitamente ligada à segunda parte. Diz respeito à Igreja: guerra, perseguição e a perda da fé. Haverá uma crise universal, tanto na Igreja como em todo o mundo.9 Isto corresponde às palavras da Santíssima Virgem na segunda parte do Segredo: "Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas". Corresponde em especial à revelação de 13 de Julho de 1917, de que Deus ia "punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre". O Padre Valinho também afirma claramente que a terceira parte do Segredo é a continuação da segunda parte, que termina com as palavras "em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc."... Eis as suas palavras exactas: "os três pontinhos (depois do etc.) indicam que ‘aqui está a terceira parte que ainda não foi revelada’".

Também é importante considerar que, a partir de um certo ponto, tal como o início de uma guerra mundial, os pastores da Igreja poderão estar fisicamente incapacitados de fazer a consagração, como sucedeu com Luís XVI, que tentou, sem sucesso, levar a cabo a consagração da França depois de já ser tarde demais para a salvar da revolução e do Reino do Terror. Segundo o que Nosso Senhor revelou à Irmã Lúcia, parece que o castigo do mundo mencionado na segunda parte do Segredo e ilustrado na visão da terceira parte dar-se-á antes de se fazer a consagração. O que Nosso Senhor disse à Irmã Lúcia é isto: "O Santo Padre, rezai muito pelo Santo Padre, ele fá-lo-á, mas será tarde."

O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo explicou por que razão é tão necessário este acto de consagração. Numa carta datada de 18 de Maio de 1936, a Irmã Lúcia escreveu: "Sobre as outras perguntas, se for conveniente insistir para obter a consagração da Rússia ... Falei a Nosso Senhor sobre isso, e não há muito perguntei-Lhe porque é que não convertia a Rússia sem que o Santo Padre fizesse a consagração. Respondeu:

‘Porque Eu quero que toda a Minha Igreja reconheça a consagração como um triunfo do Imaculado Coração de Maria, para que possa depois espalhar o seu culto e colocar a devoção a este Imaculado Coração a par da devoção a Meu Sagrado Coração ... Todavia, o Imaculado Coração de Maria salvará a Rússia, porque Lhe foi confiada.’ "

A finalidade suprema da consagração da Rússia não é a conversão da Rússia ou a paz mundial. A conversão da Rússia e a paz mundial são graças prometidas por Deus, a serem obtidas por meio da consagração, mas a finalidade suprema da consagração é salvar as almas do inferno, estabelecendo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Foi Nossa Senhora quem disse: "Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração." Em 13 de Junho de 1917, a Santíssima Virgem disse que é Jesus Que quer estabelecer esta devoção: "Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação; aquelas almas serão acarinhadas por Deus, como flores colocadas por Mim para adornar o Seu Trono." É para a salvação das almas que o Céu pede a consagração da Rússia. "A salvação das almas ... é sempre a lei suprema da Igreja." (Can. 1752) Os que se opõem ou impedem a consagração, sejam quais forem os seus motivos, colocam-se em oposição à lei suprema da Igreja e são, portanto, criminosos perante Deus.

As consequências da desobediência aos pedidos do Céu serão incalculáveis e catastróficas. Os que dizem que os pedidos de Nossa Senhora já foram atendidos e que a consagração da Rússia já foi feita perderam a noção da realidade. Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano, mencionou em Setembro de 2002 o facto de que a Igreja Católica está actualmente a ser perseguida na Rússia. Nossa Senhora de Fátima avisou que a Rússia iria perseguir a Igreja se os Seus pedidos não fossem atendidos. Disse que "se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz ..."

Duzentos e cinquenta mil soldados americanos e um terço da Força Aérea britânica foram enviados para o Golfo Pérsico, em preparação para o ataque ao Iraque, e as forças armadas americanas estão a preparar-se para atacar também a Coreia do Norte e o Irão. Apesar disto, a Congregação para a Doutrina da Fé assegura-nos que "a decisão de Sua Santidade o Papa João Paulo II de tornar pública" a visão do ‘Bispo vestido de branco’, "encerra um pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade."

Nossa Senhora de Fátima disse à Irmã Lúcia em Maio de 1952: "Participa ao Santo Padre que continuo à espera da Consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração. Sem a Consagração, a Rússia não poderá converter-se, nem o mundo terá paz."10

Nosso Senhor disse que não converteria a Rússia sem que o Santo Padre fizesse a consagração (da Rússia), "Porque Eu quero que toda a Minha Igreja reconheça a consagração como um triunfo do Imaculado Coração de Maria." Até hoje, não há sinal desse triunfo, ou dessa conversão, porque os pedidos de Nossa Senhora não foram cumpridos, e portanto o mundo está a caminhar para O Grande Castigo através do qual Deus "vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre."

O Grande Castigo que é revelado no Terceiro Segredo de Fátima é apresentado concisamente pela Irmã Lúcia na carta de uma só página que dirigiu ao Bispo D. José Correia da Silva, contendo o ‘Terceiro Segredo’. O Segredo a que o Cardeal Ratzinger se referiu na entrevista à Jesus está nessa carta. Quando disse: "Sim, eu li-o", Ratzinger estava a referir-se a essa carta, "em que a Irmã Lúcia escreveu as palavras que Nossa Senhora confiou como um Segredo aos três pastorinhos na Cova da Iria."11

Eram estas palavras de Nossa Senhora a que o Cardeal Ratzinger se referia, quando disse, na entrevista à Jesus, que o Terceiro Segredo se refere aos "perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão, e, consequentemente, do mundo", acrescentando que "o conteúdo deste ‘Terceiro Segredo’ corresponde ao que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora ..." É examinando o que "tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora" que descobriremos os "perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão, e, consequentemente, do mundo" que foram "anunciados nas Sagradas Escrituras" e preditos nas profecias.

Em 13 de Outubro de 1973, a Santíssima Virgem Maria apareceu em Akita, no Japão, à Irmã Agnes Sasagawa, e revelou: "Se os homens não se arrependerem ... O Pai fará cair um terrível castigo sobre toda a humanidade. Será um castigo maior do que o dilúvio, um castigo como ninguém viu antes. Cairá fogo do céu e destruirá uma grande parte da humanidade".

A Beata Anna Maria Taigi (†1837) escreveu o seguinte sobre o castigo que se aproxima: "Deus ordenará dois castigos: Um, na forma de guerras, revoluções e outros males, terá a sua origem na terra; o outro será enviado do Céu. Virá por sobre toda a terra uma escuridão intensa, que durará três dias e três noites (Joel 2:31)12 ... o ar ficará carregado de pestilência, que levará sobretudo, mas não exclusivamente, os inimigos da religião ..."

O primeiro castigo será ao mesmo tempo físico e espiritual: guerras e revoluções, etc. serão a substância do castigo físico; "várias nações serão aniquiladas"; e as "perseguições à Igreja e ao Santo Padre" serão o castigo espiritual: "os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer".

Em 1945, pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XII disse na sua mensagem de Natal aos Cardeais: "O Mundo está à beira de um terrível abismo ... Os homens devem preparar-se para um sofrimento tal como a humanidade nunca viu." Haverá uma grande guerra mundial, muito mais destruidora do que as duas primeiras guerras. A Irmã Elena Aiello (†1961), de grande nomeada pelas suas profecias, ouviu de Nossa Senhora: "O Meu Coração está triste por tantos sofrimentos num mundo que se aproxima da ruína ... A ira de Deus está próxima. Em breve o Mundo será atormentado por grandes calamidades, revoluções sangrentas, horríveis furacões e inundações de rios e dos mares ... o Mundo será subvertido numa nova e mais terrível guerra. Armas excepcionalmente mortais destruirão povos e nações. Os ditadores da terra, espécimes infernais, demolirão as Igrejas e profanarão a Sagrada Eucaristia, e destruirão as coisas que nos são mais queridas. Nesta guerra ímpia, muito do que foi construído pelas mãos do homem serão destruídas ...

"Outra guerra terrível virá do leste para o oeste. A Rússia, com os seus exércitos secretos, lutará com a América; devastará a Europa. O rio Reno transbordará de cadáveres e de sangue. A Itália, também, será agitada por uma grande revolução, e o Papa sofrerá terrivelmente ...

"A Rússia marchará sobre todas as nações da Europa, em especial a Itália, e hateará a sua bandeira sobre a cúpula de S. Pedro. A Itália será experimentada severamente por uma grande revolução, e Roma será purificada dos seus muitos pecados, especialmente os da impureza ..."

Na aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que ocorreu em 2 de Fevereiro de 1634, a Mãe de Deus revelou à Madre Maria Ana de Jesus Torres: "Haverá uma guerra terrível, em que correrá o sangue de sacerdotes e de religiosos ... o mal parecerá ter triunfado." O mesmo foi predito pela Irmã Rose Asdente de Taggia (†1847): "Haverá uma grande confusão de povo contra povo, e nações contra nações. Os russos," explicou, "virão fazer guerra à Itália ... Padres e religiosos serão chacinados, e a terra, especialmente na Itália, será regada com o seu sangue."

Recordemos uma profecia escrita há séculos numa pedra tumular inglesa: "Quando os quadros parecerem vivos, com movimentos livres, quando os barcos nadarem como peixes pelo fundo do mar, quando os homens voarem pelo céu, superando os pássaros, então metade do mundo irá perecer, atolado em sangue." Parece, pois, que a cidade semi-destruída na visão de Fátima publicada em 26 de Junho de 2000 representa a destruição de metade do Mundo: metade do género humano, mais de três mil milhões (3,000,000,000) de seres humanos morrerão no castigo, como diz a profecia da pedra tumular. A Irmã Lúcia referiu-se a este tema em 26 de Dezembro de 1957, quando disse ao Padre Fuentes: "Diga-lhes, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem repetidas vezes, tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim, nos disse que muitas nações desaparecerão da face da terra, que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o Mundo, se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre nação."

Parece que o mundo está hoje, de facto, "à beira de um terrível abismo". As revelações proféticas feitas à Irmã Elena Aiello confirmam as profecias anteriores de S. João Bosco, da Beata Anna Maria Taigi e de outros, segundo as quais iria haver uma grande guerra contra as nações ocidentais, feita pela Rússia, pela China e pelas nações islâmicas. A maioria dos americanos não faz ideia de como a situação geopolítica é perigosa. Engoliram por completo a ideia de que os Estados Unidos são a única superpotência mundial, e portanto acreditam que os Estados Unidos podem impor a sua vontade onde quiserem.

Na realidade, só há uma superpotência militar no mundo, que é a Rússia. "A Rússia," explica Donald McAlvany, "(a ‘antiga’ União Soviética) ainda possui a maior máquina militar do mundo; o maior arsenal de mísseis nucleares ... o maior arsenal de tanques, veículos blindados, submarinos nucleares, mísseis intercontinentais (ICBM) e mísseis lançados de submarinos (SLBM), e de aviões militares do mundo."13

Conquistar todo o mundo continua a ser a intenção da Rússia Soviética. Num discurso feito na década de 1930 à Escola Lénine de Guerra Política, em Moscovo, Dimitri Manuilski declarou: "A guerra total entre o comunismo e o capitalismo é inevitável. Mas hoje somos demasiado fracos para atacar. A nossa vez chegará daqui a 30 - 40 anos. Mas primeiro devemos fazer adormecer as nações capitalistas com as maiores concessões de paz e desarmamento conhecidas na história. E então, quando abaixarem as defesas, esmagá-las-emos com o nosso punho fechado."

A Rússia Soviética sempre aderiu de forma inabalável a esta política, desde então até ao presente. Em Novembro de 1987, o Presidente soviético Mikhail Gorbachev afirmou, num discurso ao Politburo: "Senhores, Camaradas, não se preocupem com tudo o que ouvirem sobre glasnost e perestroika e democracia nos próximos anos. Tudo isso é sobretudo para consumo externo. Não haverá mudanças internas significativas na União Soviética, a não ser para fins cosméticos. O nosso fim é desarmar os americanos e deixá-los adormecer."

Os chefes militares soviéticos são discípulos de Sun Tsu, autor da Arte da Guerra, que escreveu em 500 A.C.: "Avançamos retirando." A retirada foi o desmantelamento do estado estalinista, ineficiente e burocrático, a União Soviética, restruturando-o na forma do estado leninista actual, a Rússia Soviética. No número do Inverno de 1993 da revista The Fatima Crusader, escrevi:

A Europa está a afastar-se do equilíbrio de poderes, surgido no após-guerra, entre o bloco NATO-CEE e o bloco do Pacto de Varsóvia-COMECON. Gorbachev está a promover a dissolução dos blocos e o reordenamento da Europa numa só unidade. Uma Europa unida e neutra será uma aglomeração de pequenos estados dominados pelo gigante soviético. Com os seus vastos recursos, população e armas, a União Soviética será facilmente o senhor de toda a Europa. Não me surpreende que o novo slogan na Rússia seja "dominar da Sibéria à Ibéria".14

Os Soviéticos cumpriram o seu programa de dissolução dos blocos e do reordenamento da Europa numa só unidade, com a entrada da Rússia na aliança da NATO, com o estatuto de participante. Isto foi dito muito abertamente pelo Presidente soviético Vladimir Putin, quando afirmou em Roma em 28 de Maio de 2002, sobre a NATO: "havemos de nos chamar ‘a Casa dos Sovietes’." Putin conseguiu o que Brezhnev tinha promovido com a détente. Brezhnev promoveu a "détente" pela mesma razão de conquista que Manuilski tinha anunciado nos anos 30. Sabe-se que Leonid Brezhnev, falando confidencialmente a um grupo de membros influentes do Partido Comunista, disse em 1972: "Confiem em nós, camaradas, porque por volta de 1985, em consequência do que já estamos a conseguir com a détente, teremos alcançado a maior parte dos nossos objectivos na Europa Ocidental. Teremos consolidado a nossa posição ... E a mudança decisiva na correlação de forças será tal que, chegados a 1985, poderemos exercer a nossa vontade onde quer que precisarmos de o fazer..."

Demorou mais tempo do que Brezhnev tinha calculado para este plano se tornar realidade, mas a fidelidade constante dos dirigentes da Rússia Soviética ao programa anunciado por Manuilski colocou-os numa posição em que podem usar do seu poder onde quer que queiram. É sua intenção conquistar os Estados Unidos por meio de um plano militar conjunto russo-chinês. Em Fevereiro de 2002, Donald McAlvany anotou: "O plano para uma campanha militar conjunta contra a América, levada a cabo pela Rússia e pela China, foi concebido há muitos anos, e foi-me descrito em 1999 pelo desertor de maior patente da Direcção Central de Informações do Estado Maior General russo, o Coronel Stanislav Lunev."15

"Sobre a existência de um plano militar conjunto russo-chinês," continua McAlvany, "Lunev disse que, na sua última visita a Moscovo, antes da sua deserção de 1992, o Estado Maior General russo ainda estava incumbido de combater e vencer uma futura guerra nuclear contra a América. ‘O plano da guerra nuclear ainda está válido,’ disseram-lhe. Mas haveria algumas mudanças. As tropas russas já não seriam responsáveis pela invasão subsequente dos 48 Estados da metrópole americana. As forças russas encarregar-se-iam de ocupar ‘o Alaska e parte do Canadá.’ Os chineses seriam responsáveis pela ocupação dos 48 Estados."

A força de mísseis nucleares da Rússia Soviética e o imenso potencial humano da China Vermelha uniram-se num só punho fechado que forma o coração do Novo Eixo, a que também se poderia chamar Eixo Moscovo-Pequim. Richard Maybury inventou a expressão Novo Eixo em 1996. Não se limita à Rússia e à China, que assinaram o Tratado de Amizade Chinês-Russo em Julho de 2001 e afirmaram claramente os seus interesses estratégicos conjuntos contra os Estados Unidos, mas também inclui muitas outras nações que entraram numa aliança secreta contra os Estados Unidos e os seus aliados da NATO. Maybury explica no número de Fevereiro de 2003 do Early Warning Report que "o grupo consiste de, pelo menos, 12 membros," entre eles o Irão, o Iraque, a Coreia do Norte, a Síria, a Líbia, Cuba, etc.

O Governo dos Estados Unidos está ao corrente da existência do Novo Eixo: Em 10 de Outubro de 2002, o Vice-Secretário da Defesa, Paul Wolfowitz, disse que "A coisa que nos surgiu da Comissão Rumsfeld, a maior surpresa, foi compreender de que maneira estes agentes malignos (os estados do Novo Eixo) estavam a ajudar-se tanto uns aos outros, e além disso a quantidade de ajuda que vinha da Rússia e da China."

O Novo Eixo ultrapassa em muito o poder de armamentos e pessoal dos Estados Unidos. É intenção do Novo Eixo envolver os Estados Unidos em múltiplas guerras com os membros menos importantes do Eixo: primeiro no Afeganistão, depois no Iraque, em seguida talvez no Irão e na Coreia, e depois também, possivelmente, com a China por causa de Taiwan. Querem enfraquecer as forças armadas americanas, fazendo com que se espalhem por uma grande área e tenham falta de pessoal, e então atacarão com uma Blitzkrieg (guerra-relâmpago) enorme contra as nações europeias e a América do Norte. Isto será apenas o começo do Grande Castigo.

"Porque nação levantar-se-á contra nação e reino contra reino, e haverá terramotos em diversos lugares, e fomes. Estas coisas são o princípio dos sofrimentos." (Mark 13:8)

Continua... Parte II



Notas

(1) "As guerras não são senão castigos pelos pecados do mundo." Era um Senhora mais brilhante que o Sol; Pe. João de Marchi, 1996, Torres Novas, Portugal, p. 268.

(2) Algumas pessoas, tentando desacreditar a Mensagem de Fátima, sugeriram que a guerra começou com a invasão da Polónia em 1 de Setembro de 1939, durante o papado de Pio XII, mas isto é incorrecto. A verdade é que o conflito começou entre o exército japonês na Manchúria e as forças chinesas em 7 de Julho de 1937, na Ponte Marco Polo, junto a Pequim (Beijing). Os japoneses aproveitaram este incidente como pretexto para invadir o norte da China, de onde passaram ao leste e ao sul da China. A guerra só terminou quando o exército japonês na Manchúria (o Exército de Kwantung) se rendeu às tropas soviéticas, que estavam em guerra com o Japão apenas há 5 dias, em Agosto de 1945, depois do lançamento das bombas atómicas.

(3) Em 1971, o meu professor de Filosofia, Padre Robert Schubert, Ph.D., mostrou-me a sua colecção de recortes de jornais sobre a ‘luz desconhecida’. Houve cidades em que foram enviados carros de bombeiros para os arredores, pensando que havia um grande incêndio, mas tratava-se apenas da luz estranha de que falou Nossa Senhora. Houve quem dissesse, sem qualquer fundamento, que a ‘luz desconhecida’ era uma aurora boreal. Isto é claramente absurdo, porque não se assemelhava de forma alguma a uma manifestação de uma aurora boreal.

(4) Frère Michel de la Sainte Trinité, The Whole Truth About Fátima; Buffalo, Fort Erie, 1989, vol. II, p. 555. Estas palavras foram escritas pela Irmã Lúcia no seu diário.

(5) Os que dizem que a consagração já foi feita só apresentam os argumentos mais obtusos e de um simplismo pouco engenhoso, que não resistem à lógica, assim como as provas mais fracas e sem credibilidade, como postais e cartas de autenticidade mais que duvidosa, e relatórios anedotais baseados em rumores e boatos segundo os quais o Papa, ou a Irmã Lúcia, teriam dito que "a consagração estava feita." Demonstrámos à saciedade, em muitos artigos publicados anteriormente na revista The Fatima Crusader (disponíveis em www.fatima.org), que a consagração da Rússia ainda não foi feita. Apresentámos provas indisputáveis, que não admitem uma oposição legítima, que estabelecem o facto irrespondível de que Nossa Senhora, como o Papa João Paulo II admitiu publicamente em 25 de Março de 1984, "ainda espera" o acto de consagração que pedira.

(6) J.M. Alonso, Fátima Ante La Esfinge, Madrid, 1917, p. 117.

(7) Comunicado à imprensa do Vaticano para a agência UPI em Fevereiro de 1960.

(8) Frère Michel de la Sainte Trinité, The Whole Truth About Fátima, Vol. III, Imaculado Coração Publications, Fort Erie, 1990, p. 710.

(9) "crisi di tipo universale nella chiesa e nell’umanità."

(10) Cf. Il Pellegrinaggio Delle Meraviglie, p. 440. (publicado com o beneplácito dos Bispos Católicos italianos).

(11) Comunicado à imprensa do Vaticano para a agência UPI em Fevereiro de 1960.

(12) "O Sol escurecer-se-á, e a Lua tornar-se-á em sangue: antes que venha o grande e terrível dia do Senhor."

(13) The McAlvany Intelligence Advisor; Relatório Especial.

(14) The Fatima Crusader, Nº 43, p. 17.

(15) The McAlvany Intelligence Advisor, Fevereiro de 2002, p. 7.


fonte: http://old.fatima.org/port/cr73impport.htm

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PARTE II
PARTE III
PARTE IV